A Faculdade Méliès é um centro de excelência em artes digitais – animação, efeitos visuais, games e design – que forma os profissionais mais bem preparados para o mercado de trabalho. Agradecimentos ao Professor Jean Rafael Tomceac e aos estudantes Aline A. dos Angelos, Amanda MA Carvalho, Ana B. Tardivo Pires, Camila F. Tristão, Emanuelle A. Condutta, Gabriel NG Teramoto, Gabriela A. de B. Costa, Gabriela Marcola, Heloísa MP Marcos, Lara B. Felini, Lara P. Machado, Luiz AM Martins, Maria GG da CA Bartholomeu, Maryana B. Kakuiti, Vitória RC da Silva e Yasmin A. Miranda.
Entre o século XVI e meados do século XIX, cerca de 10,7 milhões de africanos – mulheres, homens e crianças – foram escravizados e trazidos para as Américas. Desses, cerca de 4,8 milhões vieram para o Brasil. Tal número não inclui os 1,8 milhão que não conseguiram sobreviver ao processo violento de captura na África e aos rigores da travessia atlântica. Esse dramático deslocamento forçado uniu para sempre os distintos países das Américas ao continente africano.
Aqui, tornaram-se protagonistas culturais, influenciando profundamente as formas de viver e de sentir dos nossos povos, transmitindo às sociedades em formação elementos valiosos de suas culturas.
Hoje, apesar da força da herança africana, ainda persiste em nossas sociedades um ambiente discriminatório contra os afrodescendentes, legado de um doloroso passado escravizador. Esse cenário representa um entrave ao progresso coletivo, por se opor aos direitos humanos fundamentais e aos ideais de nações justas e democráticas.
“Muitas Áfricas” é uma plataforma de educação multidisciplinar que reúne fotos, vídeos e textos organizados em capítulos digitais. O conteúdo percorre dezenas de países da África, das Américas do Norte, Sul e Central, além do Caribe, retratando importantes lugares de memória da escravidão e mostrando como vivem povos ligados por histórias comuns, ainda que separados pelo mais trágico episódio da humanidade.
Com textos produzidos por pesquisadores experientes, “Muitas Áfricas” apresenta o mais abrangente material pedagógico já elaborado sobre culturas africanas e afrodiaspóricas — um justo resgate das origens dos povos das Américas.
O objetivo é promover a conscientização sobre o racismo e seus impactos históricos e sociais, desconstruindo estereótipos e valorizando a diversidade étnica que compõe nosso povo.
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“Muchas Áfricas” es un contenido exclusivo para comunidades escolares. Si su institución educativa, comprometida con la educación antirracista y la valoración de la cultura afrodiaspórica, aún no está registrada, ¡contáctenos!
Bruno Baronetti, historiador
Professor e pesquisador da Cultura Popular Brasileira, é graduado em História pela USP, especialista em História da Arte pela FAAP, mestre e doutor em História Social pela USP. É diretor do Centro de Estudos e Memória da Juventude, comentarista de carnaval da TV Cultura e foi redator da Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. É autor dos livros “Transformações na Avenida – História das escolas de samba da cidade de São Paulo” (2014) – vencedor da primeira edição do Prêmio Edson Carneiro na categoria Produção Acadêmica – e “O cardeal do samba – Memórias de Seu Carlão do Peruche” (2019).
Cesar Fraga, fotógrafo
Autodidata, atua em projetos na América do Sul, Europa, África, Oriente Médio, Ásia e Antártida. Colabora com diversos veículos de comunicação, tais como as Revistas National Geographic, GQ e Courrier (Portugal). É autor das exposições “Pomeranos de Jetibá” (2012/2013), das mostras “Sankofa – Memória da escravidão na África” (2016/2022) e dos livros “Do outro lado” (2014), “Empurrando água” (2015) e “Guerreiro” (2018). O artista é também protagonista do documentário “Sankofa – a África que te habita” (2020). Ganhou um Prêmio de Excelência da Society for News Design pelo conjunto de fotos do Caderno “Somos todos África”, publicado no Jornal Extra em 2014.
Fabrício Forganes, arquiteto e urbanista
Pesquisador do Catolicismo Negro e das Religiosidades Afro-brasileiras, é mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (FAAC/UNESP). É autor do livro "As três Igrejas dos Homens Pretos de São Paulo de Piratininga" (2022). Como pesquisador, atua em projetos que investigam a produção negra na perspectiva África Global, nos aspectos artísticos e cartográfico/territorial. Colabora com grupos que lutam pela preservação dos territórios das Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, no Brasil e na América Latina.